AGBÊ 1

Quarta, 20h30–22h

O estudo desse instrumento que se tornou um queridinho do carnaval de BH perpassa a consciência histórica da forma como ele sai do Candomblé para as ruas através dos Afoxés, e entra no Maracatu ao gosto do grande Mestre Walter França e tem sua execução e performance revolucionada pela mestra Joana Cavalcanti. Buscamos nessa oficina introduzir o instrumento, através de noções teóricas, prática musical e dança.

AGBÊ 2

Quinta, 19h–20h30

A turma de Agbê 2 é voltada para quem já domina a levada do instrumento e o repertório básico do Maracatu, e deseja aperfeiçoar técnica, repertório e performance. Partindo das referências que atravessam o Agbê — do Candomblé aos Afoxés, passando pelo Maracatu e por mestras e mestres fundamentais — propomos mergulhar em processos de criação, experimentação coreográfica e investigação de outras sonoridades da cultura popular. Partimos do Maracatu de Baque Virado e nos conectamos com outras manifestações como o Congado, a Ciranda e o Afoxé, ampliando as possibilidades rítmicas e coreográficas do Agbê. Buscamos nessa oficina desenvolver um naipe de excelência musical e de performance.

Caixa 1

Segunda, 19h–20h30

O caixa é um instrumento desafiador, que exige estudo e dedicação. Nesta aula, buscamos desenvolver uma linha pedagógica e didática que viabilize o domínio do instrumento ao aluno, proporcionando uma melhor experiência musical. Na introdução ao caixa aprendemos técnicas de baquetas, além de vários ritmos desse instrumento, muitos utilizados nos blocos

belorizontinos, até aportar finalmente no contexto do maracatu. Assim, esperamos formar instrumentistas seguros e que desenvolvam boa percepção musical, consciência rítmica, e que agreguem um leque de diferentes ritmos junto de seus contextos históricos e sociais.

Caixa 2

Quarta, 19h–20h30

Aqui promovemos um aprofundamento técnico especialmente no contexto do maracatu, mas também em outros ritmos que adaptamos no Humaitá, refinando detalhes que deixam as levadas mais sofisticadas, além de variações e ornamentos. Dessa forma, temos como objetivo também a consolidação da coordenação motora, da consciência rítmica e corporal, em direção a uma tocada mais autônoma e menos presa a padrões, uma vez que interage como um todo de acordo com cada arranjo. Para isso, exercícios de sensibilidade serão integrados junto a um aprofundamento em perspectivas históricas através das quais, à medida que nos inteiramos delas, tocamos de maneira mais coerente e segura.

CANTO

Terça, 20h30–22h

A oficina de canto coletivo é uma oportunidade de mergulhar em si mesmo, de conhecer as sonoridades  da nossa própria voz que emana do corpo todo, do movimento, do gesto, do olhar, da entonação e da  intenção do dizer/cantar, pois no canto o instrumento é o corpo todo. Por meio de investigações das sonoridades, dos parâmetros musicais,  explorando os registros da voz, as sonoridades dos modos de fonação e dinâmicas de intensidade, por meio da cultura popular brasileira, a poesia e as histórias de algumas canções (interpretação e expressão corporal).  Além disso, temos práticas e dinâmicas teatrais e de expressividade, sempre em coletivo aprendendo uns com os outros.

Danças populares
brasileiras ciclo 1

Quinta, 19h–20h30

Coordenado pela dançarina e pesquisadora Maria Laura Menezes, nosso curso pensa os movimentos a partir das linguagens corporais das culturas populares brasileiras. Aborda a dança do Maracatu de Baque Virado, bem como outras expressões, com recorte especialmente nas manifestações Pernambucanas, Mineiras, Baianas e Maranhenses, como o Congado, a Ciranda, o Coco de Roda, o Bumba Boi, a Dança dos Orixás, o Frevo, etc. Num processo de abertura de caminhos, são construídos momentos de contato com histórias, musicalidades e corporalidades que fornecem a base para quem adentra a dança no Humaitá.

Danças populares
brasileiras ciclo 2

Sábado, 10h–11h30

Este curso é para aquelas que já concluíram o primeiro ciclo e possuem um repertório corporal das linguagens das danças brasileiras até então abordadas. Nesse sentido, os movimentos passam a ser refinados, desenvolvendo coreografias mais elaboradas, pensando também em performance, em leituras mais aprofundadas de referências das culturas tradicionais e, por fim, na construção de possibilidades de criação e expressão artística no campo das danças populares.

DANÇAS DO OESTE DA ÁFRICA

Sexta, 19h–20h30

Essa aula, coordenada pela professora Maria Laura Menezes, trabalha a linguagem artística dos Balés do Oeste Africano. Os balés são criados no final dos anos de 1950, junto dos movimentos de independência de países como Guiné Conacri, Guiné Bissau, Senegal, Burkina Faso, Serra Leoa e Mali contra a colonização Europeia, a fim de fortalecer as identidades nacionais. Assim, foram unidos diferentes povos e etnias, e consequentemente

diferentes ritmos, instrumentos e danças. Com música ao vivo, aprenderemos sobre ritmos, passos, movimentos e culturas, construindo nossas coreografias inspiradas em elementos tradicionais e modernos, ressaltando o diálogo entre corpos e tambores.

GRUPO PERCUSSIVO CICLO 1

Terça, 19h–20h30
ou Quarta, 19h–20h30
ou Quinta, 20h30–22h
ou Sábado, 10h–11h30

Essa turma é a principal porta de entrada para o Humaitá, abrindo caminhos através da instrumentação do Maracatu para a construção de conhecimento a respeito dessa cultura e de tantas outras. Nela serão introduzidos exercícios técnicos e fundamentos principalmente da alfaia, mas também do caixa, agbê, gonguê e ganzá, estudos de teoria musical, bem  como os aspectos históricos que fundam nossas culturas nacionais, a partir de materiais que alicerçam e instigam essa discussão.

GRUPO PERCUSSIVO CICLO 2

Segunda, 19h–20h30
ou Quarta, 20h30–22h

Avançando no trabalho desenvolvido no GP1, nessa aula será incentivada de forma mais enfática a troca de instrumentos para uma noção mais integral da sonoridade que compõe um baque.Desse modo, são abordadas as funções rítmicas com detalhamento técnico de agbês, gonguê, ganzá e caixa, e avanço percussivo no sentido do desenvolvimento dos repiques nas alfaias e convenções percussivas. Teoria e técnica se expandem aqui, aumentando o rigor musical, nossa percepção rítmica e corporal, e introduzindo novos conceitos como o repique, variações e ornamentações em geral.

GRUPO PERCUSSIVO CICLO 3

Segunda, 20h30–22h

 O avanço percussivo com a instrumentação do maracatu aqui culmina na forma contemporânea do Grupo Percussivo do Humaitá, e passa a se utilizar deste acumulo para avançar e estabelecer pontes de diálogo entre o maracatu e outras culturas populares. Assim, avançaremos na discussão histórica acerca das culturas que trabalhamos, desde o Maracatu até o Congado, Bumba Boi, Coco, Ciranda, Afoxés, dentre tantas outras, apontando caminhos para as construções das adaptações que fazemos de outras linguagens para o nosso contexto instrumental.

GRUPO PERCUSSIVO CICLO 4

Terça, 20h30–22h

 No que tange a instrumentação do Maracatu, nosso foco maior é na construção da performance artística, onde trabalhamos repertório de modo criativo, nos voltando para as possibilidades das criações rítmicas, adaptando novas canções e fazendo releituras de novos ritmos, a partir de aprofundamentos e sofisticações na teoria musical, técnica e elementos históricos mais adensados. Paralelamente, esta turma expande os horizontes da instrumentação do Maracatu, partindo para novos instrumentos relativos a outros gêneros de nossas tradições populares, como o boi, tambor de crioula, coco de roda, dentre outros.

PANDEIRO

Quarta, 19h–20h30

Nesta aula, o professor Ariel Garcia procura explorar a versatilidade do pandeiro como instrumento universal que pode se encaixar em diversos ritmos, mesmo não

estando presente na tradição de alguns deles. Nas aulas serão trabalhados ritmos brasileiros como samba, coco, baião, forró, xaxado, choro, frevo e tantos mais, evidenciando como esse pequeno instrumento pode se comportar como uma verdadeira bateria de bolso, sendo uma ótima porta de entrada para o entendimento tanto teórico do ritmo, quanto para a introdução na diversidade rítmica das culturas brasileiras, a partir de exercícios de leitura, percepção musical e técnicos do instrumento.

PERCUSSÃO BAIANA

Segunda, 20h30–22h

Nesta turma o foco é a introdução à percussão baiana a partir do movimento Samba Reggae e seus instrumentos: surdos de marcação e dobra, repique, timbau e caixa. Diferentemente do que geralmente é feito na maioria dos blocos de BH, aqui buscamos uma experiência de se tocar a partir de uma perspectiva centrada na metodologia baiana, aprendida com nossas referências de lá, a fim de aprofundar nessa linguagem através da metodologia do Humaitá. Nessa turma são introduzidos os conceitos básicos da teoria musical, da percepção rítmica, a técnica dos instrumentos, além do aporte histórico e social sobre esta cultura a partir de materiais bibliográficos, fílmicos, etc. 

PERCUSSÃO DO OESTE AFRICANO: História e técnica do djembe e percussão tradicional

Terça, 19h–20h30

Estudo da música tradicional da África Ocidental com foco na história, técnica e prática do djembe e dos dunduns. O curso aborda o contexto histórico-cultural do Império do Mali, a tradição oral, o papel dos griots, os ritmos tradicionais e suas funções sociais, a importância das revoluções culturais africanas, dos balés africanos e dos grandes mestres do djembe na difusão mundial do instrumento. Inclui o desenvolvimento da técnica básica do djembe (baixo, tom e slap), variações rítmicas, frases solo e improvisação. Introduz a leitura rítmica aplicada à percussão africana. Ao final, o aluno será capaz de interpretar ritmos tradicionais, tocar em conjunto, compreender seu contexto cultural e aplicar os conhecimentos em diferentes contextos musicais.

Samba-enredo

Sexta, 19h–20h30

As aulas de Samba-Enredo têm como proposta proporcionar uma vivência prática e musical dos ritmos executados em uma escola de samba. O trabalho envolve: musicalização rítmica, iniciação aos fundamentos do samba, execução de bossas, subidas e desenhos de naipes, compreensão da dinâmica coletiva da bateria. Além da prática, as aulas incluem momentos de apreciação musical, com escuta e análise de sambas-enredo clássicos, fortalecendo o repertório, a escuta ativa e a identidade cultural dos participantes.